miércoles, 30 de septiembre de 2009
são silvestre
mas hoje, na intimidade do lar, ela soltou a franga (ops, melhor, as pernas) e engatinhou para o abraço!
domingo, 20 de septiembre de 2009
os esquilos

jueves, 17 de septiembre de 2009
ser de sagitário
aí a mamãe (aquariana) canta, a bebê (sagitariana) eufórica dá risada, mas a única que não desafina é a adriana (calcanhotto & libriana) (:
lunes, 14 de septiembre de 2009
crônica de um amor de verão
ela bateu o olho e não pode resistir. ele era mais velho, espírito livre, alto e loiro. tatcham, fórmula perfeita!
ela jogou todo seu charme: olhou, se fez um pouco de difícil (faz parte, né filha?) e depois fingiu que não estava vendo, quase caiu e olhou de novo. tentou chamar a atenção dando tapinhas na água. conseguiu. nesse momento ela seria capaz de quase tudo, até de dividir o patinho.
e quando ele estava quase no bote (ou dentro da piscininha), apareceu o pai.
ah, o pai! nada disso, meu filho ainda é muito novo, toda a vida pela frente. nada de compromisso sério não, dona baby-jay.
e ele foi assim como veio, numa fração de segundo.
e a mamãe, que estava de olho em tudo, consolou e distraiu.
já passa, meu amor, foinadanão. e ela seguiu brincando, feliz da vida!
p.s.: menos mal que não emprestou o patinho! hunf!
viernes, 28 de agosto de 2009
:: off :: ausência

Mas mesmo assim, eles sempre vão para algum lugar, nos comunicamos por e-mails, satélites e até sinalzinho-de-fumaça, se for o caso.
O que eu nunca tinha sentido antes era essa dor, essa ausência absurda, a certeza absoluta de que eu nunca mais vou poder te dar um abraço ou escutar sua voz dizendo que me ama, ao mesmo tempo em que eu te digo o mesmo.
Logo você, que sempre gostou tanto de minhas palavras, faz com que elas desapareçam agora e tudo se transforma em silêncio, enquanto sinto o gosto de sal na minha boca.
E de tudo o que poderia tentar escrever, saiba apenas que eu te amo muito.
O resto são palavras que nunca poderão calar a minha dor.
Amor,
K.
domingo, 26 de julio de 2009
contagem regressiva...
assim que seu eu ficar fora-do-ar por alguns dias, a culpa será do jat-lag e de como a Júlia reagirá com tudo isso. estou repleta de esperança de que tudo sairá bem!
ontem estávamos aqui, no meio da "arrumação", com a música a tope. então fui invadida por lembranças de quando a baby-jay ainda era quase uma recém-nascida e muito mais nervosa do que agora.
sempre coloquei música para ela escutar, mas nunca tinha muito sucesso no final. até que um dia, enquanto eu escutava Antony and the Johnsons, ela arregalou esse olhão lindo dela e ficou ali, deitada no meu peito, quietinha, escutando a canção.
lembro desse momento com tanta ternura, pois era o NOSSO momento mais do que nenhum outro. ela ficava ali, deitadinha comigo, relaxada com a maravilhosa voz do Antony e eu, chorava muito, mas era de emoção e de felicidade por estar vivendo uma experiência tão maravilhosa como essa, de ser mãe.
então minha filha, o dia em que você puder ler esse blog que a mamãe criou para você, saiba que quando você ainda era um bebezinho, você escolheu uma música para nós... e cada vez que eu escuto, sua mãozinha pequenininha toca o meu coração...
jueves, 23 de julio de 2009
mudei!
mudar é sempre bom e faz bem para a alma.
assim que, bem-vind@s novamente!
miércoles, 22 de julio de 2009
yupi!

lunes, 20 de julio de 2009
baby einstein
jueves, 16 de julio de 2009
parto e a parte
Encontrei muita coisa legal nessa nossa blogsfera maternizada, muita informação imprescindível que fazem minha vida muito mais fácil e minha maternidade muito mais consciente.
Porém, no outro lado dessa rua virtual, sempre acabo topando com alguns temas polêmicos, em assuntos que realmente me fazem refletir muito e ficar triste, algumas vezes.
Se você ainda não é mãe, acho que não vai entender muito o meu sentimento agora. E se você já é mãe, com certeza saberá do que eu estou falando.
É como se existisse, dentro da maternidade, classes de mãe, que são classificadas de acordo com o tipo de parto que tiveram e o tipo de alimentação que deram aos seus bebês.
Sim mamãe, se você passou por uma cesárea, não importa qual a razão e, se você por algum outro fator, não pode alimentar seu filho exclusivamente com leite materno, prepare-se para a lapidação!
Eu realmente não vou entrar aqui nesse assunto, tendo em vista que está claríssimo (para mim) qual é a melhor forma de ter um filho e qual é a alimentação ideal para ele.
Mas as pessoas esquecem que, algumas vezes, as coisas não acontecem do jeito que a esperamos, idealizamos ou sonhamos.
E será assim com nossos filhos também. Toda mãe, sem exceção, idealiza um futuro para seu filho, uma profissão, enfim, muitas coisas. E eu tenho certeza de que, na maioria quase absoluta, as coisas acontecem de um modo completamente diferente (né mãe?).
Parto normal, parto domiciliar, cesárea necessária ou eletiva, seja lá qual tenha sido (ou será) a sua opção, saiba que eu te respeito. E digo o mesmo em relação à alimentação do seu filho.
A única coisa que eu questiono é a informação.
Faça o que você achar mais indicado, o que você achar correto. Mas se informe, até a exaustão, antes. Somente assim você poderá tomar a melhor decisão para você e seu bebê.
Lógico que você irá acertar algumas vezes e errar em muitas outras, mas a maternidade não é e nunca foi ciência exata.
Afinal de contas, ninguém nasceu (de parto natural ou cesárea) sabendo.

lunes, 13 de julio de 2009
próxima parada: terra brasilis!
agosto tá quase aqui e com ele, nossas amadas férias, que já estavam mais do que decididas: Brasil!
lógico que me dá pânico só em pensar em tudooooo o que eu tenho que levar na bagagem, mãe de primeira viagem exagerada é um horror mesmo, assumo mea culpa.
mas tirando esses detalhes logísticos, estamos na maior alegria por aqui! passaremos por Curitiba, Foz do Iguaçu e faremos um pit stop no Rio (para que o maridão faça um pouco de turismo off family), antes de voltar para Barcelona. o tempo será pouco (umas três semanas), mas será suficiente para minha família & amigos queridos conhecerem a Júlia.
assim que, dia 27 de Julho, lá vamos nós!
lunes, 6 de julio de 2009
piscina!

e eu, que fiquei na sombra, escondida do sol e tirando fotos, fui invadida por uma dúvida ferrenha: quem se divertiu mais, a baby-jay ou o papis? :)
miércoles, 1 de julio de 2009
viernes, 26 de junio de 2009
lunes, 22 de junio de 2009
6 meses
ontem mesmo ela era pequenininha, só queria colo e dormia o tempo todo.
agora júlia já está com seis meses ou, dando ênfase ao assunto, meio ano!
:: agora ela já se mete em "problemas" sozinha, dando a volta no tapetinho e não sabendo "desvirar"!
:: agora ela só quer colinho se for para assistir o peek a boo no youtube!
:: agora ela praticamente segura a mamadeira sozinha e me olha com esse olhão azul de mocinha adulta e independente.
:: agora ela já possui suas preferências, tais como pêra, abobrinha e arroz.
:: agora eu já sei que ela não é fã de cenoura e maçã, mas eu engano botando um pouco na papinha, bem misturadinha!
:: agora ela já possui seus brinquedos favoritos, como a vaca roberta, o pato que faz barulho (ainda sem nome) e a flor vermelha da vovó Inês!
:: agora o tempo escorre pelas mãozinhas dela e vai deixando para trás, numa velocidade incrível, o primeiro banho, o primeiro passeio, a primeira risada...
lógico que ainda temos muitas coisas ma-ra-vi-lho-sas pela frente, mas não posso deixar de sentir saudades da época em que a chupeta era quase maior do que ela ou da eco em 4-D (ver vídeo abaixo), quando vi pela primeira vez o rostinho da minha princesinha!
e por esse seis meses maravilhosos que passamos juntas, e por todos os dias, meses, anos que virão, é que eu te desejo toda a felicidade do mundo, minha amada baby-jay!
jueves, 18 de junio de 2009
zôo
sabe que eu gostei? o dia estava lindo, júlia de ótimo humor e o papis todo empolgado.
resultado? nos divertimos bastante e o lugar é realmente legal! tudo bem que eu acho que a júlia pensava que todos os animais eram a galarina (nossa gata persa), mas tenho certeza de que ela aproveitou muito o passeio!

miércoles, 10 de junio de 2009
off :: mudança de hábitos ::

ontem fiz um doce de morango que ficou ótimo, sem açúcar nem nada parecido, super saudável que o super-papais amou!!!! também substituímos o sal pelo missô, o açúcar branco pelo mascavo ou o xarope de ágave, que é a minha mais recente descoberta.
martes, 2 de junio de 2009
sábado, 30 de mayo de 2009
existe vida após o leite animal?

é indiscutível que o melhor alimento para um bebê é o leite materno. agora eu vejo quantos erros foram cometidos nesse aspecto devido a total falta de ajuda de quem deveria ter me ajudado: os profissionais da saúde que me assistiram na gravidez & pós-parto.
mas não foi assim. e o preço desses erros estamos pagando todos aqui em casa, principalmente a minha baby júlia.
como eu não sou de ficar chorando sobre o leite (que não foi) derramado, resolvi atuar, e rápido!
júlia não estava bem com as tais fórmulas de leite hidrolizado, eu diria que estava até pior! e a solução dá gastro? dá-lhe motilium! aí eu pensei cá com meus botões: vou dar um remédio para evitar que ela vomite algo que faz mal para ela? não tinha muito sentido nessa minha cabeça de mãe-de-primeira-viagem...
para ser breve e não te cansar muito, voltamos para a homeopata, que chamou outra homeopata e depois de quase três horas na consulta, decidimos parar de envenenar a júlia com tanta porcaria e começar tudooooooooo de novo, com leites vegetais.
na verdade, a base da alimentação dela será a horchata (sem açúcar, lógico!), que nada mais é do que uma bebida feita com chufa, que é uma prima distante do aipim (para simplificar), que vive nesses lados espanhóis e que o povo aqui adora e toma muito, principalmente durante o verão.
como é um pouco laborioso para fazer (mas nada complicado), alimentamos a júlia nesses dois últimos dias com leite de arroz integral e leite de aveia, todos feitos por mim aqui em casa. ah, e paramos com o motilium também.
ela ainda está traumatizada com a mamadeira, então o jeito foi dar leite na colherinha mesmo. adivinha só? ela tomou tudinho! e com o leite de aveia que restou, fizemos um mingau que ela comeu até o fim!
resultado? ela está feliz da vida, há dois dias que ela não vomita nada e até o pulmãozinho dela está melhor (ela ficou dodói por causa da fórmula hidrolizada). também investiremos nas papinhas de frutas (que ela adora) até júlia completar seis meses e começar com o seguinte passo na alimentação dela.
ah, para finalizar esse post imenso, deixo aqui a gal-cantando-caetano e sua vaca profana, onde se pode ouvir ela pedindo (lááááá no fim da música, 3:35´) "orxata de chufa, si us plau", que é o mesmo que horchata de chufa, por favor, em bom português!
* valores nutricionais da horchata aqui (em castelhano, mas fácil de entender!)
viernes, 29 de mayo de 2009
respeito
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nesses últimos dias em que júlia realmente não está bem, eu aprendi algo que muita gente pensa que sabe, mas não: eu aprendi a escutar.
meu bebê, de apenas cinco meses, me diz o tempo todo o que passa com ela e o que está errado, nesse mundo de "fórmula feita" em que vivemos.
ela me conta que talvez, o que pode ser bom (ou que achamos que é bom) para milhares de crianças no planeta, pode não ser muito legal para ela.
ela repete o tempo todo que isso lhe faz mal, ela me mostra isso através do corpinho dela, tão pequeno e tão inteligente ao mesmo tempo.
eu, que fui infinitamente desrespeitada nas minhas escolhas pela vida a fora, eu que sempre tive as minhas opções questionadas (e criticadas) até a exaustão, decidi que não farei isso com a minha pequena.
eu não vou me esconder atrás da máscara de "mãe sabe tudo" e seguirei assim, escutando tudo o que minha baby está disposta a me dizer e aprendendo tudo o que ela tem para me ensinar.
e juntas encontraremos a solução. e juntas seguiremos os nossos instintos para fazer sempre o melhor.
conseguiremos? ainda não sei. só sei que o caminho será largo, cheio de erros e um pouco complicado no começo, mas espero encontrar muitas flores no final dele.
lunes, 25 de mayo de 2009
¡¡¡felicitats yayo!!!

sábado, 23 de mayo de 2009
viernes, 22 de mayo de 2009
exame de sangue

hoje a baby júlia fez primeiro exame de sangue da vida dela... lógico que ela não lembrará disso dentro de alguns anos, mas eu sim!
depois de tirarem uns cinco litros de sangue da pequena (aquilo foi uma eternidade), a enfermeira disse que era para manter o bracinho dela dobrado... e ela, como é uma mocinha comportada, veio com o bracinho dobrado até em casa! tipooooooo, vou fazer o que a mulher falou para não ter que voltar por lá novamente! :)
agora? esperar os resultados...
jueves, 21 de mayo de 2009
desânimo versus intolerância à lactose

martes, 19 de mayo de 2009
5 meses!
há cinco meses atrás eu entrei naquele hospital, frio e sem graça, e saí de lá cheia de vida!
há cinco meses eu descobri que você pode estar no meio de um milhão de pessoas, mas você sempre saberá quem é a sua mãe!
há cinco meses atrás eu tinha uma mínima percepção do que era felicidade, mas que agora eu a encontro plenamente todos os dias no seus olhinhos lindos!
e que tudo vale a pena nessa vida, se é para ver essa barriguinha gorducha de fora, dormindo depois de brincar comigo :)

(clicar na foto para ver o umbigo de fora)
parabéns minha filha amada e obrigado por tudo o que você me ensina, todos os dias!
jueves, 14 de mayo de 2009
maternidade x solidão
UMA SOLIDÃO SOLTEIRA
O que é ser mãe? É nunca precisar responder a essa pergunta. Diferente de pai, que sempre se explica e gosta de se explicar. Mãe parece que nasce sabendo, não importa a idade, não importa a disposição. Julga-se como um dom natural e um desejo de vida, desde o momento em que brincava de boneca na infância e formava uma família imaginária no quarto. Que menina, quando pequena, já não sonhava em trocar a roupa do filho ao vestir e desvestir sua Barbie? Ser mãe não é encarado como profissão nem deve, mas é tão estafante quanto um início de carreira. O papel é visto como prazer e dádiva. Para alguns homens, é reconhecido como o cumprimento de um ideal. Um sonho. Mas não significa que será fácil. E não é. Responde a um dos períodos de maior aprendizado, nervosismo e tensão. Durante a gravidez, a mulher se multiplica. Espiritualmente é duas. Ganha atenção dobrada. Seus pedidos mais estranhos são atendidos. Cavalheirismo e educação exagerados batem à sua porta. Não me refiro aos assentos vermelhos do ônibus e do metrô e dos guichês do banco, reservados a gestantes. Muito além disso: abrem-se os caminhos do entendimento e da cordialidade. Ela encontra uma paz de bosque, uma quietude social. Não é contestada, criticada, desafiada. Nada que prejudique o andamento da gestação. Sua fragilidade a ilumina de carícias.
DEPOIS DO NASCIMENTO, desconfia de que sua barriga serviu para um aluguel de luxo, que os familiares se importavam com a criança a vir, não com a criança adulta que se transforma em mãe. Paparicam o bebê e ela acaba de canto, alheia, sequiosa por um aconchego que não chega. Na hipótese de atravessar uma cesariana, dolorida e custosa, não receberá sequer algum questionamento sobre sua saúde. Andará sozinha, bem lenta, atrás do cortejo. A depressão pós-parto não é uma miragem, sinaliza desvalia.
De uma hora para outra, a mulher não é mais responsável pela sua existência, é responsável por duas vidas. Não poderá se dar ao luxo de pensar somente em si. Pensará em si por último, caso sobre tempo. Aliás, vejo que não é casando que a mulher deixa de ser solteira, ela muda efetivamente de estado civil ao gerar um filho. A dependência é substituída pela independência, no sentido de orientar e educar a criança.
POR MAIS QUE ESTEJA ACOMPANHADA de um marido companheiro e atento, é como se mandasse no campinho. É ela que deverá responder - ou acredita que deve responder - no surgimento de dúvidas e impasses. O homem ainda goza da regalia de coadjuvante, com atenuante de que não precisa conhecer tudo. Pai está aprendendo a ser pai, mãe está ensinando a ser mãe. A crença é que a mulher tem uma enciclopédia embutida no ventre.
Licença-maternidade não é uma licença poética. Não é apenas estacionar o filho na vaga preferencial do seio. Mal se recuperou do parto e enfrenta a multiplicidade de atividades. Não dorme pelo medo de dormir e deixar escapar um apelo do bebê e ser incriminada por omissão. A insônia é o de menos. Até encontrar a posição certa de segurar o nenê para não ter cólicas, até encontrar a melodia adequada que tranqüiliza o choro, até encontrar a postura confortável para não sofrer com dor nas costas, é uma arte.
ENTRE CUEIROS E TIP-TOPS, entre fraldas e lençóis, dificilmente será reconhecida em família pelos seus pequenos e imprescindíveis feitos. De que modo contar a terceiros e ao próprio marido o que fez? Que deu leite, arrumou as roupas, limpou o cocô, deu papinha e que essas operações tomaram o seu dia? As energias gastas em 24 horas serão reduzidas a um relato de três minutos. Dirão que é exagero. Começa a cobrança e a sensação de que não é compreendida.
O marido aparecerá em casa, leve e lépido, mais disposto (é claro), e brincará descansado com o filho, imitará sons de bichos, desfrutará da organização e de uma companhia para dividir as tarefas. Ele curte o que desejava para você. O pai é o parque, a mãe é dia útil. Resta assistir à alegria como se fosse sua.
IMAGINE UMA PROFISSIONAL HIPERATIVA mergulhar de repente nesse mundo em que nada aparenta acontecer e tudo acontece sem jeito de demonstrar? Ter a rotina reduzida a dez quarteirões do bairro, na faixa que compreende a quitanda, a farmácia, a praça e o mercado, como um exílio em sua cidade? Uma mãe recente é uma ótima crítica da televisão à tarde. Pela primeira vez, é capaz de opinar com fundamento sobre a qualidade dos programas.
De um comercial a outro, o filho cresce mais rápido do que supunha. O que adiava para fazer continuará adiando. Se nos preparativos, demorava séculos para definir a cor do enxoval, as decisões agora são rápidas e fulminantes. São para ontem. O filho largou o peito, deve então acertar a temperatura do leite, preparar a comida, optar pelas peças da gaveta. Será que ponho casaco ou não? Está quente ou frio? O ponto mais visitado é a bunda rosada da criança, para verificar assaduras. As mãos cheiram a hipoglós e não é de estranhar que a pasta branca fique nos vãos dos dedos no momento de dormir. E, quando toca o telefone, a mãe se envergonha de dizer que está segurando o filhote no colo e faz o impossível para que a voz na linha não note o incômodo. Um malabarismo para acalmar os gritos do pequeno, entender a conversa e ser educada. Mãe carrega muita culpa desnecessária. A maternidade é uma solidão desproporcional, uma solidão solteira em cama de casal.
A libido fica em baixa, não se tem a mesma vontade louca de transar. Nem é vontade, é disposição, condicionamento físico. Após desbotar o tapete do corredor no vaivém, não há como se arrumar. Arrepende-se dos espelhos no quarto adquiridos para projetar posições eróticas. O homem se aproxima dengoso e amoroso e a dor de cabeça é a saída menos explicativa. Existe um cansaço inclusive para DR (Discutir o Relacionamento).
A mulher se vê acima do peso, com os seios estranhamente grandes (talvez o homem goste da protuberância, esquece que o aumento é inchaço, dói e não é para ele) e a cintura se equilibrando com a transformação. Pela primeira vez, um maiô não é uma idéia insuportável. O corpo está longe da rigidez e para recuperar as formas antigas só com muita ginástica, musculação e sorte.
ELA ESTÁ DISTANCIADA DO NÉCESSAIRE, substituída pela sacola forrada de plástico, com pomadas, panos, bicos e o restante infinito do arsenal infantil. O máximo a fazer é paquerar a sinaleira. O único jeito de avançar no sinal vermelho é ali, com o carrinho de bebê na faixa de segurança.
Se não está aprontando e ordenando as coisas, está limpando a bagunça. Se não está encaminhando a criança ao sono, está dormindo junto. O banho de banheira da criança que encharcará o piso será o raro momento em que se ausentará, ouvirá novamente sua respiração e buscará informações atualizadas da rua.
Falei do trabalho, porém é o isolamento que mata. O pai age, na maioria das vezes, como um porteiro das visitas, cumpre a convenção social de mostrar o bebê para em seguida continuar suas conversas. Um elogio pra lá, um elogio pra cá, a criança abandona a cena e a mãe corre atrás, para atender as chamadas noturnas. Não há como acompanhar os papos entusiasmados e eufóricos. Escuta-se as risadas do quarto, com receio de que a criança seja acordada e tenha que recomeçar o acalento. Torce para que as visitas saiam cedo.
OS AMIGOS E AMIGAS DA MULHER, de contato freqüente, de repente desaparecem. No início, podem rodear o bebê, propor bilu-bilu e esganiçar dublagens. Exaltam o nascimento. No instante do socorro e exaustão, nenhuma alma por perto. Acontece uma segregação silenciosa e terrível. Alguns se afastam para não incomodar, outros para não serem incomodados.
Durante essa fase, os relacionamentos escasseiam também devido à exclusividade materna. Quem não tem filho pode achar esquisito, mas pais discorrem na mesa sobre quantas vezes a cria foi aos pés e a cor das idas e vindas! Ela encontrará dificuldade de conversar de outros assuntos que não os relativos ao seu filho. Afinal, seu universo gira em torno dele. Vai se aproximar de outras mães para dividir suas dores e delícias. Um dos motivos para que as reuniões das creches sejam longas. É um momento de desafogo e de cumplicidade.
A MÃE QUER SE SENTIR OUVIDA, falar do que incomoda na hora em que sente. Não depois quando já se confortou. Ou antes quando não entende. Tal jornal – mãe é para ser lida no dia. A pior coisa para ela é estocar sentimentos e apreensões, como quem guarda inutilmente papel velho. Mãe deve dizer o que a confunde de pronto e ser respeitada em silêncio até o fim, para que a preocupação não seja convertida em recalque.
Quando não está ao lado da criança, mãe padece com severa intensidade. Uma saída para se distrair – ou ao retornar ao trabalho –, e está ligando apavorada para a babá, solicitando relatos minuciosos dos últimos movimentos do rebento. Pavor de que não há quem cuide melhor do que ela. Ou pavor de que alguém cuide melhor do que ela.
O QUE É SER MÃE? É nunca precisar fazer essa pergunta. O que se experimenta em segredo, o esforço hercúleo, o afeto pontual serão recompensados com a telepatia. A mãe notará que é possível esconder seus sentimentos de qualquer um, menos de sua criança, que alisará seus cabelos no desalento com o pente das unhas e nadará com alegria em seu corpo em cada abraço. E basta observar que a criança imita seu trejeito, basta reparar que a criança segura os objetos com a sua firmeza, basta reconhecer na voz dela o galho florido de seu timbre, basta cheirar o cangote e descobrir quantas fragrâncias não foram criadas, basta vê-la caminhar longe do apoio, balançando como um pingüim, basta ouvi-la dizer “mãe” com a pausa de uma reza, basta ser surpreendida com as repetições de suas idéias, basta que ela invente novas possibilidades para linguagem, basta que ela ponha a digital em um cartão, que ela retribua o “eu te amo”, e as adversidades serão esquecidas. As adversidades já serão amor."
miércoles, 13 de mayo de 2009
bem-vindos babies!

martes, 12 de mayo de 2009
júlia e a flor
lunes, 11 de mayo de 2009
pós-data: dia das mães!

(clicar na foto para aumentar)
quer melhor presente do que essa carinha de felicidade?
viernes, 1 de mayo de 2009
01 de Maio
Meio que num ritual de comemoração, decidimos aproveitar o sol que apareceu depois da chuva e fomos dar um passeio na praia, disfrutar de uma mariscada e levar a Júlia para ativar a melanina.
Resumindo:
::: O dia estava realmente lindo, céu azul e praia bombando!!!!
::: Júlia se comportou super-bem no restaurante!!!
::: E tudo continuou ótimo quando chegamos em casa...

Até que surgiu a terrível hora do sono... Nessa última semana, a coisa anda complicada. É como se ela não quisesse dormir, mesmo estando exausta. Chora, fica nervosa e nem quer saber de mamar! Sem contar que desperta lá pelas três da madrugada e tudo fica meio bagunçado depois disso.
Amanhã mudaremos de tática: começaremos a rotina pré-sono um pouco mais cedo e, desde já, estamos cruzando os dedos para que as coisas voltem ao normal.
Me desejem sorte, por favor!
martes, 28 de abril de 2009
mudança de hábito
Passei quase quatro meses rindo dessa teoria de que "bebê que toma mamadeira, uma hora ou outra, não vai querer mais peito". O mundo girava e eu aqui, feliz da vida, com Júlia se acabando nas duas fontes de alimento dela.
Até que um dia, plim, virei abóbora!
Tentei de tudo, fiz mil artimanhas e nada: ela não quis mesmo saber do leitinho materno, produzido com tanto amor por esse corpitcho que vos escreve.
Aí começaram os problemas: ela não andava digerindo muito bem a fórmula a base de leite de vaca (não é intolerância não, viu?), que ela tomava desde os dez dias de vida dela. E quem virou abóbora, foi minha baby Júlia!!!!
Do bebê mais risonho do mundo, passei ao um bebê incômodo, nervoso, chorando o tempo todo e, para ajudar, com o tal refluxo no meio. Somado a isso, a pediatra dela parecia que tava fazendo teste de mercado com minha filha, trocando o leite da pequena todos os dias, ¿posso?
Apertei o botão vermelho, parei o mundo e desci na primeira parada, com Júlia debaixo do braço, lógico!
A solução? Uma consulta homeopática, que depois de dois horas e meia, nos devolveu ao mundo encantado dos bebitos. Umas gotinhas aqui, outras ali, e um leite para babies a base de leite de cabra.
Pronto! De momento, é a solução dos nossos problemas. O único detalhe é que no final de cada mamadeira ela fica com "cheirinho de um dia na fazenda" (leia-se com cheirinho de cabra!!!!).
Mas ela adora e faz bem. Então, quem sou eu para reclamar?
viernes, 17 de abril de 2009
sábio poetinha
sábado, 11 de abril de 2009
parc del laberint
Amei o parque, ainda não conhecia e realmente me surpreendeu. Baby Júlia também estava gostando do passeio, criançada correndo de um lado para o outro, poucas pessoas passeando e ela lá, colocando toda a atenção do seu mundo no universo ao redor.

Ótimo, com a princesinha de bom-humor, decidimos entrar no labirinto e ver qual era.
Exatamente uns vinte segundos depois dessa idéia ma-ra-vi-lho-sa (de quem foi mesmo?), o bom-humor da Júlia desapareceu e lá estávamos nós, perdidos no labirinto, bebê chorando, papai histérico, barro para todos os lados e minha alergia (atchim!) no meio da bagunça.
Afffeeeeee!
Quando finalmente conseguimos encontrar a saída, Júlia já estava com uma boca maior do que ela e o jeito foi pegar o lindo dia de sol no parque, botar na sacola e voltar para casa correndo.
Menos mal que, durante o trajeto até em casa, ela se acalmou. Eu expliquei para ela que o tal minotauro era um chato mesmo e que nós voltaríamos aqui uma outra hora. Provavelmente, na próxima primavera!
P.s.: Se você assistiu o filme "O Perfume", a cena do labirinto foi gravada no parque que visitamos hoje. Se não assistiu o filme, não perca tempo e assista já! Ah, e o livro é muito bom também!
lunes, 23 de marzo de 2009
o diálogo
Então a gente se abraça, se beija, faz carinho, não sabemos estar uma sem a outra, nos buscamos com o olhar e conversamos muito, o tempo todo... :))
viernes, 20 de marzo de 2009
miércoles, 11 de marzo de 2009
Júlia & seus amiguinhos
martes, 3 de marzo de 2009
Vacinação (ou como desesperar uma mãe em dois segundos)
Sim, creio também que foi menos de um segundo e as lágrimas começaram a brotar dos olhinhos da Júlia. E junto com o pranto veio a dor, e junto com a dor veio um olhar de interrogação, coisa de quem ainda não sabe muito bem de como lidar com o sofrimento.
Sim, creio também que nem tive tempo de segurar minhas lágrimas. E junto com elas apareceu a dona angústia e meu medo de saber que nem sempre (para não dizer quase nunca) poderei proteger minha princesinha das dores desse mundo.
Sim, creio também que foi quase eterno o abraço que dei nela. E expliquei que não era nada não, que logo passaria e que tudo ficaria resumido num susto e que ela nunca mais lembraria disso.
Sim, isso tudo foi por causa de uma vacina...
Sim, mãe exagera mesmo, não é?
viernes, 20 de febrero de 2009
Passeio no parque
Munida de bebê, carrinho & afins, lá fui eu, toda empolgada tentar mostrar a paisagem para a baby Júlia, mas realmente não colou.
Sim, ela que acorda às 08:00h da manhã e vai até às 2:00h da madrugada (de segunda à sexta-feira, incluíndo sábados, domingos e feriados), dormiu o tempo todo e não quis saber de nada.
Lógico que o soninho durou até voltarmos para casa. Mal chegamos na portaria e lá estava ela, toda elétrica e pronta para mais uma!
Entendeu meu cansaço agora? :)
lunes, 16 de febrero de 2009
domingo, 15 de febrero de 2009
Sem tempo...
jueves, 29 de enero de 2009
Mensagem aos navegantes...
Já em relação às táticas propostas pelo Dr. Harvey Karp, provamos as seguintes:
- A Manta: Ela gosta mesmo e fica ali, quietinha, disfrutando de um bom colo e bem enroladinha na manta cor-de-rosa dela;
- O Bico: Não queríamos saber nada de chupeta, mas como ela quase nunca aceita e, quando aceita, fica pouco tempo, acabamos provando e isso deixa ela bem calminha... E quando ela dorme, plof, joga o bico para fora!
- O Braço: Se notamos que ela pode estar um pouquinho inquieta, colocamos ela sobre o braço, como mostra o vídeo no youtube, e ela se acalma mesmo!
Portanto, não querendo cantar vitória antes da hora (yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii), o método parece funcionar. Confira você mesmo o nosso momento "bico & mantinha & colinho":
Ela não é uma fofa?
sábado, 24 de enero de 2009
O bebê que vira abóbora!

Depois de uma semana passando por isso, as famosas cólicas do lactante deixaram um rastro terrível nesse corpinho que vos escreve: sono, cansaço, mal-humor, irritabilidade constante. E o papi? Ai o papi, coitado, olheiras e um aspecto terrível, chega a dar peninha!
Lógico que, nessa hora, todo mundo possui uma fórmula mágica, para resolver o xis da questão. Tudo bem, sem problemas, desde que essa fórmula mágica não seja nenhuma medicação, afinal Júlia está com um pouco mais de um mês e remédio nela, no way! Falei com a pediatra ontem e tudo o que ela me receitou foi paciência, mas a coisa anda meio escassa no mercado ultimamente, então decidimos trocar uma idéia com as mocinhas da farmácia aqui na frente de casa, que já são praticamente da família! Não, não se preocupem, não fomos em busca de medicina e sim atrás de um bom conselho amigo, e olha que a coisa rendeu!
Uma delas, mamãe expert no assunto cólicas, me falou de um livro de um tal Dr. Harvey Karp e de suas técnica denominada de 5S (swaddling, side or stomach position, shushing & sucking) , para acalmar um bebê que chora muito.
Munida de uma fé infinita e do nome do prometedor salvador da pátria em questão, lá fui eu buscar um milagre no youtube e parece que encontrei!
O vídeo está em inglês, mas ele faz uma demonstração clara do que se deve fazer (lá pelo minuto 2:20). Essa noite faremos o teste por aqui e depois eu conto, se deu certo ou não.
martes, 13 de enero de 2009

lunes, 5 de enero de 2009
Já em casa...

Sim, já estamos em casa! E prometo que, assim que as coisas se acalmarem um pouco, volto aqui para contar tudo, "tim tim por tim tim"!
Mas o que sim posso dizer é que estamos muito felizes, contentos e vivendo um momento único em nossas vidas, testemunhando um milagre cada vez que olhamos para Júlia...
Enquanto isso, deixo um texto publicado no El País (Obrigada Gatito!) que, apesar de estar em castellano, vale muito dar uma olhada:
El tiempo
"El tiempo no existe. El tiempo sólo son las cosas que te pasan, por eso pasa tan deprisa cuando a uno ya no le pasa nada. Después de Reyes, un día notarás que la luz dorada de la tarde se demora en la pared de enfrente y apenas te des cuenta será primavera. Ajenos a ti en algunos valles florecerán los cerezos y en la ciudad habrá otros maniquíes en los escaparates. Una mañana radiante, camino del trabajo, puede que sientas una pulsión en la sangre cuando te cruces en la acera con un cuerpo juvenil que estalla por las costuras, y un atardecer con olor a paja quemada oirás que canta el cuclillo y a las fruterías habrán llegado las cerezas, las fresas y los melocotones y sin saber por qué ya será verano. De pronto te sorprenderás a ti mismo rodeado de niños cargando la sombrilla, el flotador y las sillas plegables en el coche para cumplir con el rito de olvidarte del jefe y de los compañeros de la oficina, pero el gran atasco de regreso a la ciudad será la señal de que las vacaciones han terminado y de la playa te llevarás el recuerdo de un sol que no podrás distinguir del sol del año pasado. El bronceado permanecerá un mes en tu piel y una tarde descubrirás que la pared de enfrente oscurece antes de hora. Enseguida volverán los anuncios de turrones, sonará el primer villancico y será otra vez Navidad. La monotonía hace que los días resbalen sobre la vida a una velocidad increíble sin dejar una huella. Los inviernos de la niñez, los veranos de la adolescencia eran largos e intensos porque cada día había sensaciones nuevas y con ellas te abrías camino en la vida cuesta arriba contra el tiempo. En forma de miedo o de aventura estrenabas el mundo cada mañana al levantarte de la cama. No existe otro remedio conocido para que el tiempo discurra muy despacio sin resbalar sobre la memoria que vivir a cualquier edad pasiones nuevas, experiencias excitantes, cambios imprevistos en la rutina diaria. Lo mejor que uno puede desear para el año nuevo son felices sobresaltos, maravillosas alarmas, sueños imposibles, deseos inconfesables, venenos no del todo mortales y cualquier embrollo imaginario en noches suaves, de forma que la costumbre no te someta a una vida anodina. Que te pasen cosas distintas, como cuando uno era niño."